Êmese na VAN
Poema enviado por: Mauro Leal
 
Êmese na VAN

Sexta-feira, véspera de carnaval,
sensação a mais alta do verão.

Uma senhorinha toda moderninha, estilo “periguetesinha”,
rumava num transporte alternativo,
para os exuberantes Lagos da Região.

No cantinho, empalidecida,
padecia nauseando em sudorese fria,
fazendo das "tripas coração"
pra no sucateado "piratão",
as dentaduras, os birinaites e os tira-gostos
não botar pelo "ladrão".

Mas devido as extensas retenções e o calor intenso;
a intensificação do enxofre pela decomposição
dos resíduos orgânicos fermentados; e o sacolejar,
agravou o mal-estar
e ficou inevitável a cinetose furiosa suportar,
e por cima dos agoniados e suados passageiros,
começou os petiscos e os aperitivos, a derramar,
sonorizado uma constrangedora onomatopeia:
“raul, raul, raul", um macabro urrar.

A regurgitante encabulada,
contorcia e insistia em se justificar:

- Não deu, pra o revertério segurar!

O condutor com gesto censurador
e cara de poucos amigos, não gostou e a “letra” mandou:
- Porque a madame não conversou para na janela viajar?
pois quando começastes a sentir-se mal,
a cabeça para fora poderia lançar.

- Desculpe meu senhor,
esforcei-me na tentativa de os bofes pra fora não botar,
sustentei a ânsia o máximo que pude.
Até um passageiro, que se identificou como Fuzileiro,
sensibilizado, ficou a consolar:

- "Marear"! isto é o que mais acontece
com os nossos guerreiros Marinheiros
quando travessam os imensos oceanos nas tormentas.

E quando já parecia tudo estar contornado,
levanta um “traquina”, mal educado, pra zoar:
- "Por isso que eu vinha sentindo
e ouvido uns espremidos "bufar"
tipo a recendência que empesteia o "Brizolão",
imediatamente logo após o merendar.
 
Autor: Poeta Mauro Leal
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» Dados sobre o Poema
Título Êmese na VAN
Autor Poeta Mauro Leal
Categoria Amor
Cadastro 21/02/2020 02:31:20
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