SERTANEJANDO
Poema enviado por: Vantuilo Gonçalves
 
SERTANEJANDO





Quero do pote uma água dormida,

Da terra viva quero o farto pão,

Da flor silvestre, o cheiro espargido;

Quero o rumino do meu alazão.

.

Quero das matas o colo faceiro,

E o canto lírico de um corrupião;

Da relva fria a maciez constante

E o verdume de sua amplidão.



Quero a clareza da água da fonte

Cantarolando em sua extensão,

Quero mugidos do gado no campo

E a seresta de um bom violão.

.

Quero o balanço da rede festeira,

E o sopapo da mão de um pilão

No tic tac na mão de um caboclo,

A triturar o seu o seu farto pão.

.

Quero a pureza da moça donzela

Que abstêm-se do palavrão!

Quero o cheiro de terra molhada,

Quero a destreza de um gavião.
 
Autor: Vantuilo Gonçalves
» Ações
            

» Dados sobre o Poema
Título SERTANEJANDO
Autor Vantuilo Gonçalves
Categoria Solidão
Cadastro 06/11/2014 03:44:15
Visitado 678 vezes
Enviado 3 vezes



» Enviar este Poema
 
Seu nome
Seu e-mail
Nome do Destinatário
E-mail do Destinatário
Escreva uma Mensagem
  
 

© Copyright 1998 - 2019 Poemas de Amor. Todos os direitos reservados.